COM 600 AUTOCARROS, APENAS 30 EM CIRCULAÇÃO-A CRISE OPERACIONAL DA TCUL
POR: MOISÉS XITO
Estas declarações foram feitas, recentemente, pelo Primeiro Secretário da Comissão Sindical da CGSILA no Cazenga, José António Panzo, onde fez graves denúncias contra a má gestão do Conselho de Administração da Empresa.

“Nesta altura à TCUL( Transporte Coletivo Urbanos de Luanda) não circula um terço do total de autocarros que tem”, disse.
Para o sindicalista, não se justifica o aumento da tarifa da empresa, uma vez que, a TCUL é uma das instituições do estado que não compra combustível.
“A TCUL é a menina dos olhos azuis para o executivo no sector dos transportes”, referiu
José António Panzo, confessou ainda, que no tarifário praticado anteriormente, de 150 Kwanzas, um autocarro da empresa produzia no mínimo diário 300 mil Kwanzas, em dois turnos.
“Temos um cemitério de autocarros novos parados na base Cazenga, por falta de seguro automóvel, pneus, faróis e cálcios”, sublinhou
Segundo o representante dos trabalhadores da CGSILA no Cazenga (central geral de sindicatos independentes e livres de angola), a empresa nos últimos anos viu a sua frota de veículos reforçada como por exemplo:
-Em 2020 a empresa recebeu 152 autocarros de marca Volvo dentre eles 30 articulados;
-Em 2023 reforçou a frota com viaturas de marca Scaner, num total de 50 meios, sendo que 30 articulados;
-No ano passado 2024 voltou a receber novas viaturas de marca Vox, como também no ano em curso de 2025.
Por outro lado, o defensor dos direitos dos trabalhadores, conta que a TCUL continua pobre financeiramente, mesmo com todas benesses. Há sete meses que os funcionários não têm os seus subsídios de férias e o salário do mês de julho, ou seja, o reajuste da tarifa não resultou na boa saúde financeira da empresa.