A agricultura a par dos petróleos e do comércio, destaca-se como a principal actividade econômica do país, com um peso de cerca de 21% e tem sido o principal motor da economia angolana. Afirmou Joel Kuti Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.
Por Jorgina Manuela
Foto: Afonso Francisco
O Instituto Nacional de Estatística apresentou na manhã desta terça-feira, 05, os primeiros resultados do Inquérito Contínuo Agropecuário e Pesca de 2023-2024 e 2024-205. Como avançou Joel Kuti a actividade econômica em Angola teve um crescimento de 3,13%, não obstante a queda acentuada que se registrou no sector petrolífero, que foi menos de 5%. Dado realçe para o sector não petrolífero com destaque maior para agricultura, pecuária e pesca, que teve um crescimento de 5,22%, o que pertimitiu contrabalancear a recessão que se registrou no sector petrolífero.
“ Para melhor formulação de políticas de desenvolvimento econômico, é preciso termos estatísticas cada vez mais fiáveis deste sector, que representa quase um quarto da nossa economia, e isto poderá também ajudar o próprio processo da diversificação da nossa economia, uma economia que no passado estava muito concentrada no sector dos petróleos, que feliz ou infelizmente tem estado a registrar algum declínio da produção, quando no passado, Angola produzia mais de 1,7 milhão de barris de petróleo por dia, hoje a nossa produção está aí em torno de 1 milhão, e certamente que a aposta tem que ser em sectores como agricultura, pecuária e pesca”, disse.
Joel Kuti destacou ainda os planos de desenvolvimento sendo o plano da grão, o plano nacional de pesca, e a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar, como aquilo que é o principal plano, que é o PDN, o Plano de Desenvolvimento Nacional.

Por sua vez, Administratora do Instituto Nacional de Estatísca, Ánalia Silva sublinhou que os dados da campanha 2024-2025 registou-se cerca de 2,6 milhões de exploradores agropecuários e pescas fase à campanha 2023-2024, que foi de cerca de 2,5 milhões de exploradores agropecuários e pescas. Do ponto de vista de produção, igualmente, a produção agrícola na campanha 2024-2025 registrou cerca de 21 milhões de toneladas, ao passo que na campanha anterior, isso é 2023-2024, estimuou-se em torno de 18 milhões de toneladas do ponto de vista de produção no geral.
“ É importante realçar que o sistema de estratégias agrárias, o agropecuário e pescas é bastante complexo, que é do ponto de vista de recolha e também tratamento, sabemos que as práticas agrícolas e pescatórias são realizadas em zonas que demandam, exigem esforço do ponto de vista de acesso e do ponto de vista de recolha de dados”, referiu.
Entrentanto, para que se obtenha melhores resultados é necessário que agentes de campo chegam até as zonas de cultivos, façam a medição por via de GPS para ter um indicador da área, que vai ajudar a calcular a produtividade, do ponto de vista da área recolhida e da área plantada.
“ Estamos a falar do ponto de vista de indicadores das culturas temporárias e permanentes, da criação de animais e também da atividade aquícola ou apícola” frisou.

Segundo o presentante do Banco Mundial, Juan Alvarez Angola beneficia de uma notável diversidade agroecológica, que lhe confere condições únicas para o desenvolvimento de diferentes sistemas de produção. Acrescetando que o país tem a capacidade não apenas de se afirmar como um importante produtor e exportador de culturas estratégicas, mas também de reforçar significativamente a sua autossuficiência alimentar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional da sua população, que é um dos pilares do Plano de Desenvolvimento Nacional. Adiantado que o projecto teve um investimento de 60 milhões de dólares aprovado no ano 2022 para apoiar a bola na modernização do seu sistema estadístico nacional.
“ No entanto, para concretizar essa ambição, é fundamental dispor de dados fiáveis, atualizados e de elevada qualidade, só com informações estadísticas sólidas é possível formular políticas públicas eficazes, orientar os investimentos de forma informada e monitorar de maneira rigorosa os resultados alcançados ao longo do tempo”, salientou.

Para o econimista Fernando Chibuto, os dados apresentados representa de grande importançia para a economia e a partir deste dados ajudar para o Executivo na tomada de decisões que as famílias necessitam para produção nacional.
“ Os resutados lançados pelo INEE, começam da actividade micro e gerar os resultados macros e as famílias mais uma vez estão aqui para presente na produção de cereais e outros produtos como o tubéculos em grande escala e a pesca artesanais a trazerem dados para melhor nos posicionamos no mosaico econômico.
A Iniciativa deste Inqueríto parte do Banco Mundial e da FAO no âmbito da campanha 50, 20 e 30, em articulação com o Instituto Nacional de Estatística, um esforço conjunto que visa adotar Angola de um sistema de estatísticas agrícolas e de pescas moderno, robusto e sustentável, capaz de apoiar de forma concreta as ambições de desenvolvimento do país. Ao investir em estadísticas agrícolas e de pesca de qualidade, Angola está a investir num futuro de decisões informadas, numa agricultura mais produtiva e num desenvolvimento econômico e social mais equilibrado e inclusivo.

