Presidente do conselho de gerência da empresa diamantífera, Artur Gonçalves, ressalta incremento no nível de produção e, aponta surgimento de diamantes sintéticos tem reduzido os preços dos diamantes naturais.
Por Jorgina Manuela
Foto: Rogério Mpaka
A Sociedade Mineira do Chitotolo, empresa angolana do sector mineiro, com previsões de receitas superiores a 160 milhões de dólares para este ano, com a comercialização de 343 mil quilates de diamantes, a provisão resultam da receita bruta do primeiro semestre que ronda aos 73 milhões de dólares. Comparativamente do período homogolo ao longo do exercício de 2025, que são 5% sobre as receitas das produções que rondou os 150 milhões de dólares.
A informação foi avançada esta Quarta-feira, 15, pelo presidente do conselho de gerência da empresa diamantífera, Artur Gonçalves, durante um encontro com os jornalistas.

Segundo o responsável, Artur Gonçalves avançou que o surgimento de diamantes sintéticos tem reduzido os preços dos diamantes naturais. levado a empresa na obrigação de aumentar o volume de produção.
“Isso implica dizer que vamos lapidar reservais que estavam para 20 anos para 10 ou em 15 anos. É uma situação que estamos a viver, esperamos que o mercado mude e não podemos fazer muito mais, temos de saber lidar com isso. Em 2025, as produções tiveram como destino Botswana, Bélgica e 97,7% das exportações foram dirigidas para o Dubai”, referiu.
No âmbito das responsabilidades social para o primeiro semestre deste ano, a sociedade orçamentou um valor de 2.8 milhões de dólares destinados ao apoio social.
“Estamos a construir a primeira clínica privada no Dundo. Já está na fase de apetrechamento. Acreditamos que vai entrar em funcionamento no final deste ano. Vamos terceirizar a gestão para o benefício dos nossos colaboradores e das comunidades”, realçou.
A sociedade prevê ainda a requalificação das escolas, com programa de atribuição de bolsas de estudo, postos de saúde e a criação de quadras desportivas.
A Sociedade Mineira do Chitotolo, afirma-se como uma referência incontornável no sector mineiro angolano, operado na província da Lunda-Norte, na região de Nzagi, explorando depósitos aluviais nas margens do rio Tchiumbe e transformando recursos naturais em valor económico e social, promovendo um crescimento sustentável, inclusivo e orientado para progresso das comunidades e do país.

