Uma operação militar levada a cabo pelos Estados Unidos na Venezuela resultou, na madrugada deste sábado (3), na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua esposa, que foram posteriormente transportados de avião para os Estados Unidos.
Durante a madrugada, registaram-se explosões em vários bairros de Caracas, bem como nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, segundo informações divulgadas por fontes locais.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que Nicolás Maduro continua a ser o único Presidente legítimo do país. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, solicitou a convocação urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou que Maduro foi detido por agentes norte-americanos para responder a acusações criminais que enfrenta na justiça dos EUA.
De acordo com o jornal The New York Times, o ataque militar dos Estados Unidos em território venezuelano provocou pelo menos 40 mortos. A informação foi partilhada por um alto funcionário do Governo venezuelano, que falou sob condição de anonimato.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert R. Ramdin, declarou estar a acompanhar de perto a evolução da situação na Venezuela. Em comunicado, afirmou ter mantido contactos com vários governos dos Estados-membros da OEA, reconhecendo a “profunda preocupação” e as diferentes perspectivas existentes no Hemisfério.
Ramdin defendeu que a prioridade deve ser evitar uma nova escalada do conflito e apoiar uma solução pacífica. “Independentemente das circunstâncias, todos os intervenientes devem respeitar plenamente o direito internacional e o quadro jurídico interamericano aplicável, incluindo a resolução pacífica de conflitos, o respeito pelos direitos humanos e a protecção da vida civil e das infra-estruturas críticas”, sublinhou.
O responsável apelou ainda para que o país siga um caminho assente numa governação “fundamentada na vontade do seu povo”.



