INCLUSÃO ECONÓMICA E AUMENTO DA LITERACIA FINANCEIRA É O QUE SE PREVÊ COM A CRIAÇÃO DE CENTRAIS PRIVADAS DE INFORMAÇÃO DE CRÉDITO

Por Jorgina Manuela

A Agência de Protecção de Dados (APD) realizou nesta terça-feira, um encontro formativo com os profissionais da comunicação social, para debater a importância das Centrais Privadas de Informação de Crédito (CPIC) em Angola.

O administrador geral da agência de Proteção de dados, Amaro Figueiredo, na sua intervenção esclareceu a necessidade dos Bancos ou empresas, buscarem o histórico dos seus clientes para que aja maior facilidade das pessoas comprar bens, e contratar serviço pagando de forma armotizada. Ressaltando ainda que “O incumprimento a nível da Banca, decorre do facto das instituições bancárias não fazerem uma avaliação correta das pessoas que estão a dar o crédito, e se estás cumprem ou não com suas obrigações.”Referiu

Este encontro teve como objectivo elucidar os profissionais da imprensa sobre o papel central das CPIC na promoção da inclusão financeira e no fortalecimento do sistema de concessão de crédito, à luz dos objectivos traçados no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.“As CPIC são uma peça estratégica para garantir um sistema financeiro mais transparente, mais justo e mais acessível para todos. A protecção dos dados pessoais dos cidadãos é uma condição inegociável neste processo”, afirmou Njunjulo António, porta-voz da APD, durante a sessão.

As CPIC são entidades privadas legalmente autorizadas a recolher, tratar e disponibilizar informação sobre o comportamento de pagamento de pessoas singulares e colectivas, sempre com base no consentimento informado dos titulares dos dados e sob supervisão das autoridades competentes. O seu funcionamento contribui para reduzir a assimetria de informação entre credores e mutuários, promover o crédito responsável e aumentar o financiamento a micro e pequenas empresas. “Ao mesmo tempo que promovemos a inclusão económica, garantimos que os direitos dos titulares de dados sejam salvaguardados através de mecanismos efectivos de acesso, rectificação e contestação”, acrescentou Njunjulo António.

A única CPIC actualmente em actividade no país é o Bureau.ao, licenciada em 2022 e operacional desde o segundo semestre de 2023.
.“O Bureau.ao é um instrumento moderno que permite registar históricos de milhões de consumidores, fomentar o crédito responsável e integrar financeiramente sectores tradicionalmente excluídos”, destacou Carla Paiva, Directora de Marketing da Bureau de Angola.

- Advertisement -spot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia mais

Recente