Plataforma que liga tecnologia e capital para tornar angola o centro financeiro do agronegócio africano.
Por Manuela Maneza
A pequena dimensão das unidades produtivas, a falta de qualificação técnica, um baixo nível tecnológico de mecanização, o acesso limitado a financiamento, as fragilidades logísticas, as dificuldades no escoamento, o investimento e a captação de investidores interessados em trazer uma nova dinâmica à agricultura angolana, são os principais pontos que movem a maior feira internacional agrícola da africa subsariana.
A Agritech é uma plataforma de articulação entre produção, tecnologia investimento, com foco na resolução prática destes constrangimentos, apresentada, está quarta-feira, em Luanda, orientada para o desenvolvimento da produção agrícola, estruturação das cadeias de valor com ligação a mercados externos, que contribui para a redução da dependência de importações alimentares, num momento em que a diversificação económica exige execução no terreno.
O evento prevê nesta primeira edição, reunir cerca de 150 entidades participantes, desde produtores, fornecedores de insumos, consultoras técnicas e operacionais, financeiras, tecnológicas, fabricantes de máquinas, equipamentos e instituições, de 15 países, criando condições para acelerar a adopção de soluções aplicáveis ao contexto angolano. “A Agritech Show Luanda foi desenhada para ligar quem produz, quem financia e quem desenvolve soluções. O foco está na execução e na capacidade de transformar potencial agrícola em produção efectiva”, afirmou Paulo Fardilha, Coordenador da Global Wide, entidade organizadora da feira.
Angola tem de sair da causalidade circular de não produzir porque não existe mercado nem agroindústria e não há agroindústrias porque não existe produção suficiente.
Durante a sessão, foi destacado que a transformação do sector depende menos de estudos, projectos e mais de execução operacional bem estruturada, com foco em estratégias bem definidas, sejam para o mercado interno ou para exportação.
Entre os eixos de actuação sublinhados estão as novas tecnologias integradas com sistemas de informação, monitorização e gestão, bem como modelos de financiamento ajustados à realidade dos investimentos.
A iniciativa integra ainda uma componente de ligação aos mercados, com foco na organização da produção e na criação de canais de escoamento mais eficientes, condição necessária para garantir escala e sustentabilidade económica.

