O sector do petróleo e gás, anualmente, movimenta mais de 4 bilhões de dólares em Angola. Mais de 1 milhão de dólares, são destinados a projetos implementados pela Petrofund instituição que está no mercado para financiar o conteúdo local, as empresas angolanas que prestam serviços nas área de Oil e Gás.
A Petrofund é a primeira sociedade de investimento de capital de risco neste sector, e está no mercado efetivamente, deste 2022, e a operar apartir deste ano, titulado pela comissão de unidade de capitais, com um portfólio de mais de 50 empresas, e com 8 empresas que já estão a ser financiadas. Como avançou Estanislau Baptista PCA da Petrofund.

Estanislau Baptista que durante a conferência Oil e Gás foi um dos oradores do evento onde abordou o tema: Como podemos financiar o conteúdo local destacou que, “Cada empresa tem o seu projeto, cada empresa traz o seu business plan. Podemos dizer apenas que há uma boa almofada financeira, com o nosso parceiro. Isto é uma maneira, também, de entrar divisas em Angola, e de por à banca a funcionar,” afirmou
Durante a conferência de Oil e Gás foi debatido temas de maior dificuldade no sector petrolífero como: O conteúdo local, e a banca, ressaltando que, uns dos motivos que as empresas não recebem crédito é a falta de divisas sendo que a moeda circular do petróleo é o dólar, daí o desconforto da banca em conceder créditos. Realçado ainda que, “Outro motivo que também acho pertinente é que muitas empresas angolanas têm de fazer parcerias com as empresas estrangeiras para terem aquele know-how suficiente para poderem concorrer nos concursos que são adjudicados pelas médias. E também tem outro aspecto que é, quem está no mundo do petróleo, uma empresa que está no mundo do petróleo, tem de saber que está no mundo do petróleo, tem de estar organizada para este sector,” realçou

Estanislau Baptista sublinhou que, “apesar da crise internacional e que o país obteve já desde 2014. O governo tem feito todo o esforço para que saímos desta crise. Há muitas parcerias, há muito investimento também. Até posso dizer que a própria produção do petróleo e gás em Angola, pode ser que a produção diminuiu, mas os serviços não diminuíram.
Pronto, ainda por não haver muito investimento. Por isso estas conferências é para haver soluções. Nós somos uma república, nós temos tudo regulado, há leis do Estado, todo o Angolano está consciente do que é que faz, quem vai trabalhar, quem não vem.
Para sairmos da crise temos que ser todos, o sector privado e também o próprio estatal. Há soluções, eu acredito que a gente não vai viver em crise para sempre. Soluções e boas parcerias com empresas internacionais, é possível reverter o quadro pós Angola, continua a ser a mina de ouro, com recursos que não acabam,” referiu

Para o presidente da ACEIPA, associação das empresas prestadoras de serviços da indústria petrolífera em Angola, Bráulio Augusto, realçou que não há outra maneira de desenvolver o sector, se não o fortalecimento de parceiras com os mais experientes. “Tornar às nossas empresas mais rubustas de forma tecnologica, como financeiramente e consequentemente criamos uma plataforma de melhor e maior desenvolvimento do conteúdo local.”
Texto: Jorgina Manuela

