Por Manuela Maneza
O continente africano tem cerca de 4 trilhões dólares disponíveis em poupança, os autores da cadeia discutem de que forma podem mobilizar estes recursos para serem canalizados no sector real e dinamizar o sector industrial”. Afirmou Manuel Pedro PCA da ZEE, durante a cimeira das Zonas Económicas Africanas a decorrer de 26 á 28 de novembro em Luanda.

Manuel Pedro avançou ainda que Luanda passa ser a Capital Das Zonas De Especiais, reiterado que zona económica Luanda/Bengo está a crescer significativamente com novos investimentos e contribuir para o processo de diversificação da economia por intermédio do aumento da produção e promoção das importações e também pela geração de empregos. ” Actualmente a zona economia acolhe apenas grandes e médias empresas, portanto hoje fizemos o lançamento de um programa que vai acolher e dar espaço para micro, e pequenas empresas dentro da zona económica especial e assim contribui para diversificação da nossa economia”. Friso

Para o Presidente da Câmara de Comércio Angola-China, Luís Cupenala realça que o certame serve para discutir questões chaves relativamente à integração económica do continente africano, à conectividade da cadeia de valor, e portanto dos vários países africanos e afirmação do continente do ponto de vista económico e industrial. E apesar dos abundantes recursos que o continente tem, ainda temos grandes fraquezas_Nas questões de infraestruturas que permitem a circulação de pessoas, de tecnologia e de bens de um país para o outro.

Luís Cupenala, referiu que, a China hoje é o maior parque industrial, o segundo maior parque industrial mundial, mas começou no quadro das reformas econômicas e políticas, portanto, com zonas econômicas especiais abrindo as portas para o mundo. E não é diferente aquilo que Angola, está a fazer hoje. Portanto, são as várias experiências que nós temos que acumular, com aquilo que realmente acontence a nível do mercado global.
“Angola tem vastos recursos, é um país grande, tem recursos à altura, abundantes, que precisamos de transformar esses recursos em bens e serviços para a geração da riqueza nacional, a criação da empregabilidade para os jovens, estimular o empreendedorismo para que, de facto, nós possamos nos posicionar não só a nível do continente africano, mas a nível do mercado global.” Afirmou

Durante o encontro foram ainda assinados acordos de memorandos entre a ZEE e DHL, que passará a operar efetivamente na zona económica especial, a iniciativa que promete acelerar os processos de importação e exportação para as empresas ali estaladas.
Como avançou o director-geral da DHL Express Angola, Juvenal Coque, a parceria responde a lacunas sentidas pelos operadores e poderá reduzir significativamente os tempos e custos de movimentação mercadorias. “Agora vamos começar com a fase de diagnóstico, porque queremos ajudar as empresas a importar e exportar mais rápido, mas o foco está mais na exportação. Queremos criar uma base para a ZEE ter mais eficiência e rentabilidade”. Disse
O responsável salientou que ambição é apoiar o crescimento da ZEE, trazendo soluções inovadoras que cubram todo o ciclo logístico, dos serviços aduaneiros ao controle de carga, e reforcem a competitividade das indústrias instaladas.
FOTO: Rogerio MPAKA

