Por Manuela Maneza
A primeira-dama, Ana Dias Lourenço, defendeu ao discursar na 3ª edição do Cila Congresso Internacional de Liderança Assertiva, “as mulheres continuam expostas a múltiplas formas de discriminação, reflectidas em salários mais baixos, menor representação em cargos de liderança e acesso desigual às oportunidades de progressão na carreira”, o evento realizado em Luanda, sobre o lema: ” Por uma nova Mentalidade”.

No mercado de trabalho, observou, as mulheres continuam expostas a múltiplas formas de discriminação, reflectidas em salários mais baixos, menor representação em cargos de liderança e acesso desigual às oportunidades de progressão na carreira. Persistem, acrescentou, estereótipos que associam às mulheres menor dedicação ou comprometimento profissional, frequentemente justificados pela sua ligação à esfera familiar.

“É fundamental valorizar e reconhecer as empresas que adoptam boas práticas de gestão do capital humano, assentes em políticas de remuneração e progressão baseadas no mérito e no desempenho, e não no género”, defendeu Ana Dias Lourenço, apelando ainda à criação de programas de mentoria que promovam exemplos de sucesso feminino e contribuam para a eliminação de formas persistentes de discriminação laboral, inclusive no plano político-institucional.

Sugeriu igualmente a valorização de testemunhos de mulheres líderes e profissionais de mérito reconhecido, em áreas que vão do desporto à investigação científica, como forma de inspirar novas gerações.
Após a independência, reconheceu, o papel da mulher angolana nas instituições políticas e governamentais tem registado um crescimento contínuo, ainda que o caminho para a igualdade plena continue a exigir compromisso, reformas estruturais e mudança cultural sustentada.

Ao olhar o papel das raparigas, observou, embora apresentem, em média, melhores taxas de aproveitamento e de conclusão — o que se reflecte numa participação significativa no ensino superior — continuam, em muitos casos, a ver limitado o seu acesso à progressão académica para além do ensino secundário.
A primeira-dama concluiu, por isso, a necessidade de demonstrar com dados e evidências o melhor desempenho académico das raparigas, promover o diálogo entre educadores e professores sobre a eliminação da diferenciação de género nas aprendizagens e questionar atitudes e discursos machistas, tanto no sistema educativo como nas redes sociais.
CILA reúne algumas das mentes mais influentes de Angola e do cenário internacional: líderes empresárias, executivos, gestores públicos, especialistas, estudantes de elevado potencial e empreendedores. Destacando-se pela sua capacidade de atrair um público altamente qualificado, estratégico, engajado, e comprometido com a construção de uma liderança moderna, assertiva e orientada para resultados.
Foto: Afonso Francisco

