Por Jorgina Manuela
A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) em parceria com o PNUD estão a implementar um conjunto de acções concretas para reforçar a capacidade nacional em finanças sustentáveis, apoiar a preparação do mercado e transformar visão estratégica em capacidade institucional e impacto real.

Segundo Dilson Gaspar, Administrador Executivo da Bodiva, que discursava esta terça-feira, em Luanda, durante o workshop técnico de validação sobre finanças sustentáveis, uma iniciativa da Bovida em parceria com o PNUD e a UNDP, realça que o encontro insere-se no esforço contínuo de promoção do financiamento de instrumentos temáticos em Angola, alinhado com as melhores práticas internacionais num contexto marcado pela crescente mobilização de capitais para projectos com impacto social ambiental, e de governação.
” As finanças sustentáveis afirmam-se como um instrumento fundamental para canalização eficiente e responsável de recursos. Para Angola este movimento não apenas uma oportunidade de diversificação das fontes de financiamento mas também um catalisador para acelerar a implementação de projetos estruturante alinhados com as prioridades nacionais e desenvolvimento”. Referiu

Num contexto de recursos limitados, o futuro passa por mobilizar capital privado e transformar os mercados financeiros em motores de crescimento sustentável. Instrumentos como as obrigações verdes, sociais e sustentáveis tornam-se assim mecanismos estratégicos para canalizar investimento para áreas prioritárias como a transição energética, a resiliência climática, a agricultura sustentável e as infraestruturas resilientes. Como sublinhou o representante do PNUD Gabriel Dava, “Angola deu um passo decisivo ao adoptar o Quadro Operacional para Finanças Sustentáveis. Este quadro assegura que os recursos mobilizados através de instrumentos de financiamento sustentável sejam canalizados de forma transparente, credível e eficaz para projectos e despesas elegíveis, com prioridades nacionais de desenvolvimento e com Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, este quadro vai além de um requisito técnico, o compromisso de Angola com a integridade, a rastreabilidade dos recursos e a confiança dos investidores, ao mesmo tempo que ancora o desenvolvimento do mercado de capitais na transição energética justa, na resiliência climática e no desenvolvimento inclusivo”. Frisou

Para a representante do (UNDP) Elizabeth Vieira, este workshop tem como real objetivo avaliar o trabalho que tem feito com os parceiros do PNUD e da Bodiva, em Angola, entender o mercado angolano, para as obrigações verdes, e avaliar os resultados os bancos associações ligadas a Bodiva e outros parceiros para eles reagir, confirmar e que se análise o estado atual de Angola. Sobretudo para emissões de obrigações soberanas, os critérios de elegibilidade para emissões sustentáveis corporativas, mas por outro lado também aumentar o volume de projetos, criar uma carteira de projetos elegíveis, que pode ser energia sustentável, gestão de lixo, elementos sociais para criar essa profundidade de mercado, para que tenha intercâmbios, investimentos secundários para este mercado.
Ressaltando que o papel da banca neste cenário está ligado aos bancos no mercado privado e principalmente de empresas pequenas, que não têm a capacidade e o volume desses projetos para emitir obrigações verdes, na agregação desses projetos, as empresas pequenas e privadas, mas também interligar com projetos do governo para uma missão significativa de obrigações verdes sustentáveis.

