Os ataques relacionados com IOT podem aumentar por falta de actualizações, exposição de portas de rede e ausência de políticas formais de protecção, ou configurações erradas.
Por Manuela Maneza
Segundo um documento em que a Executivo teve acesso, a empresa angolana de consultoria tecnologica(TIS) alerta para o aumento dos riscos associados à Internet das Coisas nas empresas, depois de identificar múltiplas vulnerabilidades em dispositivos utilizados por empresas de vários sectores.
A expansão de equipamentos conectados, câmaras de vigilância, sensores industriais, sistemas de contagem de energia, dispositivos de automação e terminais instalados em ambientes operacionais criou novas dependências tecnológicas dentro das organizações. Muitos destes dispositivos têm software desactualizado, passwords de origem activas e configurações que permitem acessos remotos não supervisionados.
“A IoT trouxe ganhos operacionais evidentes, mas também ampliou a superfície de risco. Qualquer dispositivo mal configurado cria uma porta de entrada para ataques que afectam operações, dados e reputação”, afirma Sandra Camelo, Directora Executiva da TIS “A solução é garantir que os equipamentos estão actualizados e são instalados por técnicos especializados e certificados para o efeito, garantindo todas as medidas de protecção.”
Os ataques relacionados com IoT podem aumentar por falta de actualizações, exposição de portas de rede e ausência de políticas formais de protecção, ou configurações erradas.
A IoT é uma parte central das operações empresariais. A falta de segurança nos dispositivos conectados é um risco real para a competitividade e para a reputação corporativa.
A TIS reforça que a prevenção, as políticas de governação e a monitorização constante devem integrar a agenda dos decisores de topo. A maturidade digital depende desse compromisso.
É importante adoptar mecanismos de governação digital que assegurem a gestão responsável dos dispositivos conectados, para aumentar a resiliência, fortalecer a confiança dos parceiros e consolidar a continuidade de negócio.

