Luanda foi palco da 5.ª edição da Mesa Redonda com os CEOs, uma iniciativa promovida pela Global Services Corporation, realizada nos dias 7 e 8 de julho, que reuniu líderes, decisores e representantes de diferentes sectores da indústria angolana. O encontro centrou-se no tema “O papel da banca e de outros agentes do sistema financeiro na mobilização de financiamento para a indústria e para o conteúdo local em Angola”, num momento em que o acesso ao financiamento continua a ser um dos principais desafios para o crescimento da economia nacional e para o reforço da produção interna.
Por Jorgina Manuela
Foto: Afonso Francisco
Segundo o presidente da Associação Angolana dos Bancos, Mário Nascimento, esta edição, à semelhança das anteriores, voltou a reunir os principais intervenientes para debater soluções ligadas ao financiamento da economia e da indústria, com particular enfoque no conteúdo local.

“Estamos a olhar para o financiamento das empresas angolanas no âmbito daquilo que é o fomento promovido pelo Executivo, nos Avisos n.º 9 e n.º 10, que são instrumentos extremamente importantes para o apoio às empresas do sector real da economia e também do sector imobiliário. O conteúdo local enquadra-se neste âmbito, com vista ao desenvolvimento económico”, afirmou.
Para o CEO da Global Services Corporation, Edson Kachivela, o evento procura ir além do debate, permitindo compreender os desafios específicos de cada empresa representada e assegurando o acompanhamento das conclusões alcançadas.

“Nós abrimos a plataforma, as entidades reúnem-se entre si e, depois, procuramos perceber qual foi o alinhamento e em que medida podemos, enquanto organização da plataforma, ajudar a aproximar estes actores para resolver problemas concretos”, explicou.
A fundadora da Nanda Desenvolvimento Humano, Evanilda Niuca, também participou no encontro e explicou que a sua organização nasceu com o propósito de apoiar homens e mulheres que desejam recomeçar ou desenvolver o seu potencial, tendo como base a renovação da mente, inspirada em Romanos 12:2.
Especialista em coaching integral sistémico e estudante de neurociência, defende que o desenvolvimento humano deve assentar em três pilares fundamentais: inteligência cognitiva, emocional e espiritual. Segundo explicou, esta abordagem holística permite responder às necessidades do ser humano de forma equilibrada, promovendo crescimento pessoal e profissional.

A mentora sublinhou ainda que muitos dos conflitos observados em instituições e organizações resultam da falta de inteligência emocional, apesar do elevado nível académico de muitos dos seus líderes. Para ela, crenças, experiências de vida e valores pessoais influenciam directamente a forma como os gestores conduzem empresas e equipas, reforçando a necessidade de uma liderança mais consciente, equilibrada e humana.
Durante a 5.ª edição da Mesa Redonda, a especialista elogiou a abertura dos participantes para debater temas que, até há pouco tempo, eram considerados tabu, sublinhando que estes espaços favorecem a troca de experiências, o fortalecimento das relações institucionais e a evolução da cultura organizacional em Angola.
No encerramento, deixou um apelo aos líderes angolanos para reforçarem a inteligência emocional e espiritual como ferramentas essenciais para impulsionar o crescimento das organizações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.


