Executivo angolano afirma que o desenvolvimento sustentável em Angola passa pela inovação financeira e pelo fortalecimento do mercado de capitais

Ottoniel dos santos reitera que o caminho para o desenvolvimento sustentável em Angola passa pela inovação financeira, pelo fortalecimento do mercado de capitais e pela mobilização dos recursos para projetos com impacto direto na vida das pessoas.

Afirmação foi avançada em Luanda, á quando discursava no, “Seminário para impulsionar a emissão de instrumentos sustentáveis,” uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).

Ottoniel dos Santos alega que a colaboração que têm construído é fundamental para que Angola possa alinhar-se às melhores práticas internacionais em matérias de financiamento sustentável e, ao mesmo tempo, encontrar soluções adaptadas às nossas realidades, e prioridades nacionais.

” Trata-se, portanto, de uma operação que une finanças e sustentabilidade, um instrumento que materializa o compromisso do Executivo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ao mesmo tempo que fortalece a confiança dos investidores no mercado angolano,” sublinhou”.

O governante destacou ainda, iniciativas ligadas à sustentabilidade, e ajuda do PNUD em trazer inovação no domínio das fontes de financiamento e de potenciação de projetos. “Angola deu um passo histórico para a primeira emissão de títulos sustentáveis do Governo,” Referiu.”

Está operação designada Gringham Social Bonds, esteve orçando no montante de 64 milhões de dólares norte-americanos, estes recursos estão a ser canalizados para projetos estruturantes na província de Namibe. Os projetos resultarão especialmente no reforço da segurança hídrica, com impacto no abastecimento de água potável, na irrigação agrícola e noutras atividades económicas, na produção de agricultura sustentável com aumento da produção alimentar e combate à insegurança alimentar, no desenvolvimento económico e social local, com a criação de postos de trabalho e de organização das comunidades, e na preservação ambiental com medidas de mitigação contra secas e desertificação.

“Por sua vez, a representante residente do PNUD Angola, Denise António apontou o futuro dos mercados de capitais em Angola como sendo parte integrante do seu desenvolvimento sustentável, pós assegurou que o sistema financeiro não seja apenas uma fonte de capital, mas um motor de oportunidade, resiliência e prosperidade para todos, agora e no futuro.

“O financiamento do desenvolvimento já não é sobre o que os governos podem fazer sozinhos, com recursos públicos limitados, o nosso futuro depende de como conseguimos atrair capital privado como actor-chave no desenvolvimento e transformar os mercados financeiros em motores de transformação”, defendeu Denise.

Instrumentos como obrigações verdes, azuis, sociais e sustentáveis, ressaltou, não são apenas produtos financeiros. “Eles podem servir como uma ponte que canaliza a confiança e o investimento para as áreas que mais importam: energia limpa, agricultura sustentável, gestão de resíduos, protecção da biodiversidade e infraestruturas resilientes”, disse.”

A Presidente da Comissão Executiva da Bodiva, Cristina Lourenço, sublinhou” que este seminário é mais que uma capacitação técnica. É um convite a ação um apelo á inovação e uma oportunidade para que todos, reguladores, emissores, investidores e parceiros, possam contribuir para um mercado financeiro mais resiliente, transparente e comprometido com o futuro do nosso país”.

Por Jorgina Manuela

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