O corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação econômica, impulsionar o desenvolvimento do agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valores regionais e criar oportunidades econômicas sustentáveis, gerar empregos dignos, especial atenção para os jovens e as mulheres, garantindo que o crescimento econômico se traduza numa melhoria efetiva da qualidade de vida das populações das áreas abrangidas.
Por: Jorgina Manuela

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, na manhã desta quinta-feira, 05, em Luanda, ao discursar a margem da reunião inaugural de coordenação do corredor do Lobito que, o Corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação económica, impulsionando o desenvolvimento do agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valores regionais e criar oportunidades económicas sustentáveis, como gerar empregos dignos, com especial atenção para os jovens e as mulheres, garantindo que o crescimento económico se traduza numa melhoria efectiva da qualidade de vida das populações das áreas abrangidas.

O Chefe de Estado, considera importante que se garanta que a espinha dorsal do corredor do Lobito, as suas infraestruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas, estejam totalmente reabilitadas e interligadas para garantir eficiência e competitividade, tornado relevante e estratégico que se concretizem os projetos de reabilitação da parte ferroviária na República Democrática do Congo, assim como a materialização da ligação ferroviária e rodoviária à República da Zâmbia, assim como a interligação da rede de transporte de energia de Angola à região em causa, beneficiando as populações e actividades produtivas nos dois países vizinhos.

” O corredor do Lobito tem vindo a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação econômica em toda a nossa região, ao ligar o Atlântico às zonas produtivas do interior. Este corredor pode tornar-se uma verdadeira plataforma de desenvolvimento e de dinamização da zona de livre comércio continental da África, contribuindo para a integração econômica regional e para a facilitação do comércio intra-africano, com importantes benefícios para as nossas economias e populações,” disse.

Para o PR, a parceria do país com o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, União Europeia, Estados Unidos da América e com outros parceiros multilaterais, bilaterais e do sector privado, tem sido decisiva na dinamização deste projecto, pois o seu apoio permite o fortalecimento das reformas institucionais, criando confiança e credibilidade para novos investidores.
“É neste quadro que pretendo destacar um sinal concreto de passagem da visão à execução. Aos 17 de Dezembro de 2025, foi assinado um financiamento de 753 milhões de dólares para Lobito Atlantic Reuel, incluindo 553 milhões de dólares pela Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos da América e 200 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da África do Sul, visando apoiar a reabilitação e modernização do eixo ferroviário e componentes logísticas associadas ao corredor do Lobito”, sublinhou o Chefe de Estado.

Por esta razão, enalteceu, é relevante porque confirma que o corredor reúne condições para mobilizar financiamento estruturado e de longo prazo, mas também porque reforça a credibilidade e a bancabilidade do projecto, criando efeito de demonstração para novos investidores e ainda porque nos impõe maior responsabilidade colectiva, fazendo com que o financiamento assinado se traduza em obras, que as operações sejam eficientes, em reformas executadas e os resultados medidos.
Entretanto, João Lourenço, apontou, é fundamental que as boas intenções em torno do Corredor do Lobito se traduzam em decisões operacionais e em instrumentos de execução.
“Precisamos de alinhar prioridades, definir roteiros, estabelecer responsabilidades e criar mecanismos de acompanhamento que garantam impacto real, mensurável e duradouro”, referiu.
O conclave contou com a presença de altos membros do governo dos três países, que compõem o corredor e de parceiros de desenvolvimento multilaterais e bilaterais, com destaque para o Banco Mundial, demonstrado que existe uma compreensão comum e que o sucesso do corredor do Lobito depende, acima de tudo, de um alinhamento estratégico claro e de uma coordenação eficaz entre todos os intervenientes.

