Angola reiteira perspectiva de alcançar taxa média de penetração de seguros da comunidade de desenvolvimento da África Austral (SADC), que vária de 3% a 5%, como avançou esta segunda-feira, 27, de abril, a presidente do conselho de administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Filomena Manjata.
Por Jorgina Manuela
Foto: Afonso Francisco
Filomena Manjata, que falava a imprensa durante o II conferência do ciclo “ARSEG Conecta” destacou que a actividade seguradora está presente em todas as esferas da sociedade, sublinhado que países mais desenvolvidos a actividade seguradora financia a economia.

“ Entendemos que, mais do que vender seguros, queremos que chegue a cada cidadão à proteção dos riscos a que eles estão expostos, e queremos que essa proteção chegue com qualidade”, disse.
Manjata, reconheceu que a taxa de literacia financeira em Angola, ainda é muito baixa, indicado há existência de muitos cidadãos que não fazem seguro, acreditando que a base está na falta de confiança nos serviços de seguros.
“É importante reiterar também que a taxa de penetração de Angola não está muito abaixo das demais, porque se nós formos aos relatórios internacionais e compararmos a nossa taxa com realidades muito próximas como Botswana e Zimbabwe, a taxa de penetração é exactamente de 0,5% a 0,6% reiterado, mais do que termos as nossas empresas a vender seguros, queremos que chegue a casa de cada cidadão à proteção dos riscos a que estes estão expostos, mas que estes riscos cheguem a sua casa consolidados de conhecimento”, enfatizou.
No entanto, adiantou que, num mercado ainda em fase de consolidação como o angolano, a confiança não é apenas um valor, é uma condição essencial para o crescimento. indicado que os dados mais recentes da supervisão mostram sinais encorajadores, como a redução do volume de reclamações.
Salientou ainda, também evidenciam desafios importantes, nomeadamente ao nível da qualidade da informação prestada, da clareza contratual e da celeridade na regularização de sinistros.
Por outro lado, a Secretária de Estado para o Orçamento Juciene de Sousa, reconheceu que a taxa de penetração mantém-se abaixo de 1% do PIB; a densidade de seguros é ainda reduzida, inferior a 50 dólares por habitante por ano, números revelam limitações, mas que revelam sobretudo potencial.
“ E se o objectivo é crescer, importa sermos claros a conduta de mercado não é um detalhe regulatório é uma condição de crescimento esta dimensão torna-se ainda mais crítica num contexto se queremos aumentar a penetração do sector em Angola, não é suficiente vender mais seguros. É preciso gerar confiança de forma consistente garantir experiências positivas e assegurar que cada interacção reforça a credibilidade do sistema”, frisou.
A II Conferência do ciclo “ARSEG Conecta”, subordinada ao tema “Conduta de Mercado: o Pilar da Confiança e Transparência no Sector de Seguros e de Fundos de Pensões” , foi promovida pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).

