Terça-feira, Abril 28, 2026

Governo angolano prevê alcançe da taxa média do sector dos seguros da SADC até 2029

Angola reiteira perspectiva de alcançar taxa média de penetração de seguros da comunidade de desenvolvimento da África Austral (SADC), que vária de 3% a 5%, como avançou esta segunda-feira, 27, de abril, a presidente do conselho de administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Filomena Manjata.

Por Jorgina Manuela
Foto: Afonso Francisco

Filomena Manjata, que falava a imprensa durante o II conferência do ciclo “ARSEG Conecta” destacou que a actividade seguradora está presente em todas as esferas da sociedade, sublinhado que países mais desenvolvidos a actividade seguradora financia a economia.

“ Entendemos que, mais do que vender seguros, queremos que chegue a cada cidadão à proteção dos riscos a que eles estão expostos, e queremos que essa proteção chegue com qualidade”, disse.

Manjata, reconheceu que a taxa de literacia financeira em Angola, ainda é muito baixa, indicado há existência de muitos cidadãos que não fazem seguro, acreditando que a base está na falta de confiança nos serviços de seguros.

“É importante reiterar também que a taxa de penetração de Angola não está muito abaixo das demais, porque se nós formos aos relatórios internacionais e compararmos a nossa taxa com realidades muito próximas como Botswana e Zimbabwe, a taxa de penetração é exactamente de 0,5% a 0,6% reiterado, mais do que termos as nossas empresas a vender seguros, queremos que chegue a casa de cada cidadão à proteção dos riscos a que estes estão expostos, mas que estes riscos cheguem a sua casa consolidados de conhecimento”, enfatizou.

No entanto, adiantou que, num mercado ainda em fase de consolidação como o angolano, a confiança não é apenas um valor, é uma condição essencial para o crescimento. indicado que os dados mais recentes da supervisão mostram sinais encorajadores, como a redução do volume de reclamações.
Salientou ainda, também evidenciam desafios importantes, nomeadamente ao nível da qualidade da informação prestada, da clareza contratual e da celeridade na regularização de sinistros.

Por outro lado, a Secretária de Estado para o Orçamento Juciene de Sousa, reconheceu que a taxa de penetração mantém-se abaixo de 1% do PIB; a densidade de seguros é ainda reduzida, inferior a 50 dólares por habitante por ano, números revelam limitações, mas que revelam sobretudo potencial.

“ E se o objectivo é crescer, importa sermos claros a conduta de mercado não é um detalhe regulatório é uma condição de crescimento esta dimensão torna-se ainda mais crítica num contexto se queremos aumentar a penetração do sector em Angola, não é suficiente vender mais seguros. É preciso gerar confiança de forma consistente garantir experiências positivas e assegurar que cada interacção reforça a credibilidade do sistema”, frisou.

A II Conferência do ciclo “ARSEG Conecta”, subordinada ao tema “Conduta de Mercado: o Pilar da Confiança e Transparência no Sector de Seguros e de Fundos de Pensões” , foi promovida pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).

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