A TAAG – Linhas Aéreas de Angola prevê reformar cerca de 300 trabalhadores, o equivalente a 10% do seu quadro de pessoal, anunciou recentemente, em Luanda, o Presidente da Comissão Executiva (PCE) da companhia, Jaime Carneiro.
Por Jorgina Manuela
A informação foi avançada durante a conferência de imprensa de apresentação do Relatório de Gestão referente ao exercício de 2025, na qual o gestor explicou que o processo de reforma será acompanhado por um reforço do investimento nos recursos humanos e na capacidade operacional da empresa.
A transportadora aérea estatal voltou a encerrar o exercício de 2025 com um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares. A informação foi avançada pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA), Clóvis Rosa, que explicou que o desempenho financeiro reflecte o impacto dos investimentos estruturantes realizados no âmbito da modernização da frota, da reorganização operacional, da transição aeroportuária, do reforço da capacidade técnica, da recuperação dos sistemas afectados por um ciberataque (cyber attack) e da implementação de medidas destinadas a assegurar a sustentabilidade futura da companhia.
“A transformação da TAAG não pode ser analisada numa perspectiva imediatista. Trata-se de um sector altamente técnico, intensivo em capital e extremamente exigente do ponto de vista operacional”, destacou o responsável.
Clóvis Rosa defendeu ainda que a modernização e o crescimento de uma companhia aérea exigem investimentos contínuos e estratégicos.
“O mais importante é garantir que esses investimentos criam bases mais sólidas, eficientes e sustentáveis para o futuro da empresa”, sublinhou.
Durante o exercício de 2025, a TAAG transportou 1,26 milhões de passageiros, operou uma rede de 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais e registou receitas globais de 437 milhões de dólares.
Apesar do resultado líquido negativo, a administração considera que os investimentos realizados são fundamentais para consolidar a transformação da companhia, reforçar a eficiência operacional e criar condições para uma maior sustentabilidade financeira nos próximos anos.


