Empresa angolana identifica novas oportunidades na indústria petrolífera e aposta na capacitação de jovens e no desenvolvimento de fornecedores nacionais
Luanda — A Teleservice marcou presença na Angola Oil & Gas 2026, onde apresentou as suas principais linhas de serviço, soluções e inovações para a indústria petrolífera. O evento constituiu uma oportunidade para a empresa reforçar o seu posicionamento num dos segmentos mais relevantes da sua actividade: a segurança privada, a gestão de riscos e o apoio especializado às operações do sector energético.
Em declarações à Revista Executivo, José Carlos Figueiredo, Presidente da Teleservice, considerou a Angola Oil & Gas um dos mais importantes pontos de encontro empresarial do país, sobretudo para as organizações que trabalham directa ou indirectamente com o sector petrolífero. Para o responsável, a feira permite aproximar empresas, fornecedores, investidores e instituições, além de promover o debate sobre o futuro da indústria e o papel das empresas nacionais.
A participação da Teleservice acontece num período marcado por desafios e oportunidades para a economia angolana. José Carlos Figueiredo reconhece que os próximos cinco a dez anos poderão ser exigentes para Angola, particularmente perante uma eventual contracção da produção petrolífera. Ainda assim, considera que o contexto poderá abrir espaço para uma maior participação das empresas nacionais na cadeia de valor do petróleo e do gás.
Na sua perspectiva, o reforço das políticas de conteúdo local representa uma das principais vias para a diversificação da actividade empresarial e para a criação de novas oportunidades de negócio.
“As políticas de conteúdo local estão muito mais avançadas e vão proporcionar novas oportunidades de negócio para as empresas angolanas.“
Conteúdo local como motor de crescimento
A implementação de políticas de conteúdo local tem vindo a estimular uma maior integração de empresas angolanas em áreas anteriormente dominadas por prestadores internacionais. Para a Teleservice, este processo representa não apenas uma oportunidade comercial, mas também uma responsabilidade acrescida no desenvolvimento de competências, na criação de emprego e na consolidação de uma base empresarial nacional mais preparada.
A empresa considera que o crescimento sustentável do sector petrolífero dependerá, em grande medida, da capacidade de Angola formar quadros qualificados, desenvolver fornecedores competitivos e garantir padrões de qualidade, segurança e conformidade alinhados com as exigências internacionais.
Neste contexto, a Teleservice tem procurado ampliar as suas linhas de serviço e responder às necessidades de um mercado cada vez mais exigente. A diversificação permite à empresa acompanhar a evolução da indústria, renovar os seus quadros, contratar jovens profissionais angolanos e integrar novos fornecedores nacionais na cadeia de valor.
Aposta no capital humano
A valorização do capital humano ocupa um lugar central na estratégia da Teleservice. De acordo com José Carlos Figueiredo, a empresa disponibiliza bolsas de estudo e promove programas de capacitação destinados a preparar profissionais para os desafios do mercado de trabalho.
Anualmente, a Teleservice forma cerca de 1.200 pessoas, contribuindo para o reforço das competências técnicas e profissionais disponíveis no mercado angolano. Esta aposta procura responder às necessidades imediatas das empresas, mas também criar uma base de conhecimento capaz de sustentar o crescimento económico a médio e longo prazo.
A formação profissional assume, assim, uma importância estratégica num ambiente empresarial em que são cada vez mais valorizadas a especialização, a disciplina operacional, o cumprimento de normas e a capacidade de trabalhar de acordo com padrões internacionais.
Para além de melhorar a empregabilidade dos jovens, a capacitação contribui para a construção de equipas mais eficientes e para o aumento da competitividade das empresas angolanas. Na visão da Teleservice, o desenvolvimento do sector privado passa necessariamente por profissionais melhor preparados e por organizações capazes de investir de forma contínua nas suas pessoas.
Oportunidades para empresas e empreendedores angolanos
A expansão das linhas de serviço da Teleservice está igualmente associada à necessidade de identificar novas competências no mercado e de estabelecer relações com parceiros nacionais. A integração de fornecedores angolanos representa uma oportunidade para pequenas e médias empresas desenvolverem capacidades, melhorarem os seus processos e conquistarem espaço em sectores estratégicos da economia.
Contudo, o acesso à cadeia petrolífera exige preparação. As empresas interessadas devem estar aptas a cumprir requisitos rigorosos de qualidade, segurança, certificação, governação e gestão financeira. Para os empresários, isto significa que a oportunidade deve ser acompanhada por investimento em processos, pessoas e estruturas capazes de garantir consistência e sustentabilidade.
A presença da Teleservice na Angola Oil & Gas 2026 reflecte precisamente esta realidade: a necessidade de aproximar empresas, criar redes de cooperação e transformar o conteúdo local numa componente efectiva do desenvolvimento empresarial, e não apenas numa exigência regulamentar.
Comunicação e parcerias estratégicas
Durante a sua participação no evento, a Teleservice manifestou também interesse em estabelecer uma parceria com a Revista Executivo. A empresa reconhece a importância dos canais de comunicação especializados na divulgação das suas soluções, serviços e oportunidades, bem como na promoção de um diálogo mais informado entre empresas, investidores e decisores.
Para organizações que actuam em sectores estratégicos, a comunicação institucional desempenha um papel cada vez mais relevante. A capacidade de apresentar resultados, explicar soluções e partilhar conhecimento contribui para fortalecer a reputação empresarial e criar relações de confiança com os diferentes públicos.
Uma parceria desta natureza poderá igualmente ajudar a dar maior visibilidade às iniciativas de formação, às oportunidades para fornecedores nacionais e às soluções desenvolvidas pela Teleservice para responder aos desafios da indústria petrolífera e de outros sectores da economia.
Conselhos aos jovens empreendedores
Aos jovens empreendedores interessados em entrar no mercado de petróleo e gás, José Carlos Figueiredo recomendou uma abordagem progressiva e realista. O responsável aconselhou-os a começar por identificar necessidades concretas nas comunidades e noutros sectores da economia, desenvolvendo soluções capazes de gerar valor antes de avançarem para uma indústria caracterizada por elevados níveis de exigência.
O sector petrolífero requer estabilidade financeira, certificações, procedimentos rigorosos, capacidade técnica e uma cultura empresarial orientada para a segurança e para a conformidade. Por isso, a entrada neste mercado deve ser preparada com tempo, conhecimento e uma estratégia clara.
A mensagem dirigida aos novos empresários é directa: observar o mercado, compreender os problemas existentes, apresentar soluções práticas, consolidar competências e construir empresas sustentáveis. Só depois dessa preparação será possível avançar, de forma gradual e estruturada, para a cadeia de valor petrolífera.
Uma visão de longo prazo
A participação da Teleservice na Angola Oil & Gas 2026 evidenciou uma visão assente em três pilares: o reforço do conteúdo local, a valorização do capital humano e a criação de oportunidades para empresas e profissionais angolanos.
Num cenário em transformação, marcado por desafios na produção petrolífera e pela necessidade de diversificação económica, empresas com capacidade de adaptação, investimento e formação estarão melhor posicionadas para crescer. A experiência da Teleservice demonstra que a competitividade não depende apenas da dimensão das organizações, mas também da sua capacidade de desenvolver pessoas, criar parcerias e responder com qualidade às necessidades do mercado.
Para Angola, o desafio passa por transformar as oportunidades do sector petrolífero em desenvolvimento empresarial duradouro. Para as empresas nacionais, a prioridade deverá ser a preparação: investir em competências, adoptar padrões internacionais e construir relações de confiança ao longo da cadeia de valor.
A mensagem é clara: o futuro será das empresas que souberem antecipar as necessidades do mercado, resolver problemas reais e preparar-se para competir com rigor, consistência e visão de longo prazo.
Edição: João Marcelo de Souza
Versão em Inglês
TELESERVICE STRENGTHENS LOCAL CONTENT AND TRAINS APPROXIMATELY 1,200 PEOPLE EACH YEAR
Angolan company identifies new opportunities in the oil industry and invests in youth training and the development of local suppliers
Luanda — Teleservice took part in Angola Oil & Gas 2026, where it presented its main service lines, solutions and innovations for the oil industry. The event provided an opportunity for the company to reinforce its position in one of the most important areas of its activity: private security, risk management and specialised support for energy-sector operations.
Speaking to Revista Executivo, José Carlos Figueiredo, President of Teleservice, described Angola Oil & Gas as one of the country’s most important business meeting points, particularly for organisations working directly or indirectly with the oil sector. In his view, the event brings companies, suppliers, investors and institutions closer together, while also promoting discussion about the future of the industry and the role of national companies.
Teleservice’s participation comes at a time marked by both challenges and opportunities for Angola’s economy. José Carlos Figueiredo acknowledges that the next five to ten years may be demanding for Angola, particularly in view of a possible decline in oil production. Nevertheless, he believes that this context may create room for greater participation by Angolan companies in the oil and gas value chain.
From his perspective, the strengthening of local-content policies represents one of the main avenues for diversifying business activity and creating new commercial opportunities.
“Local-content policies are much more advanced and will create new business opportunities for Angolan companies.”
Local content as a driver of growth
The implementation of local-content policies has encouraged the greater integration of Angolan companies into areas previously dominated by international service providers. For Teleservice, this process represents not only a commercial opportunity, but also an increased responsibility to develop skills, create employment and strengthen a more capable national business base.
The company believes that the sustainable growth of the oil sector will depend largely on Angola’s ability to train qualified professionals, develop competitive suppliers and ensure quality, safety and compliance standards aligned with international requirements.
In this context, Teleservice has sought to expand its service lines and respond to the needs of an increasingly demanding market. Diversification enables the company to keep pace with developments in the industry, renew its workforce, recruit young Angolan professionals and integrate new national suppliers into the value chain.
Investment in human capital
The development of human capital occupies a central position in Teleservice’s strategy. According to José Carlos Figueiredo, the company provides scholarships and promotes training programmes designed to prepare professionals for the challenges of the labour market.
Each year, Teleservice trains approximately 1,200 people, helping to strengthen the technical and professional skills available in Angola. This investment is intended not only to respond to companies’ immediate needs, but also to build a knowledge base capable of supporting economic growth in the medium and long term.
Professional training therefore plays a strategic role in a business environment where specialisation, operational discipline, compliance with standards and the ability to work according to international best practices are increasingly valued.
In addition to improving young people’s employability, training contributes to the development of more efficient teams and enhances the competitiveness of Angolan companies. From Teleservice’s perspective, the development of the private sector necessarily depends on better-prepared professionals and organisations capable of continuously investing in their people.
Opportunities for Angolan companies and entrepreneurs
The expansion of Teleservice’s service lines is also linked to the need to identify new skills in the market and establish relationships with national partners. The integration of Angolan suppliers represents an opportunity for small and medium-sized enterprises to develop their capabilities, improve their processes and gain a stronger position in strategic sectors of the economy.
However, access to the oil value chain requires preparation. Companies interested in entering this market must be able to meet strict requirements relating to quality, safety, certification, corporate governance and financial management. For entrepreneurs, this means that opportunity must be matched by investment in processes, people and structures capable of ensuring consistency and sustainability.
Teleservice’s presence at Angola Oil & Gas 2026 reflects precisely this reality: the need to bring companies closer together, create cooperation networks and turn local content into an effective component of business development, rather than merely a regulatory requirement.
Communication and strategic partnerships
During its participation in the event, Teleservice also expressed interest in establishing a partnership with Revista Executivo. The company recognises the importance of specialised communication channels in promoting its solutions, services and opportunities, as well as in encouraging a more informed dialogue among companies, investors and decision-makers.
For organisations operating in strategic sectors, institutional communication plays an increasingly important role. The ability to present results, explain solutions and share knowledge helps strengthen corporate reputation and build trust with different stakeholders.
A partnership of this nature could also help raise the profile of Teleservice’s training initiatives, opportunities for national suppliers and solutions developed to address the challenges of the oil industry and other areas of the economy.
Advice to young entrepreneurs
José Carlos Figueiredo advised young entrepreneurs interested in entering the oil and gas market to adopt a gradual and realistic approach. He encouraged them to begin by identifying concrete needs within communities and other sectors of the economy, developing solutions capable of creating value before moving into an industry characterised by high levels of demand.
The oil sector requires financial stability, certifications, rigorous procedures, technical capacity and a corporate culture focused on safety and compliance. For this reason, entry into the market should be prepared carefully, with time, knowledge and a clear strategy.
The message to new entrepreneurs is straightforward: observe the market, understand existing problems, offer practical solutions, build capabilities and establish sustainable businesses. Only after this preparation will it be possible to enter the oil value chain gradually and in a structured manner.
A long-term vision
Teleservice’s participation in Angola Oil & Gas 2026 highlighted a vision based on three key pillars: strengthening local content, valuing human capital and creating opportunities for Angolan companies and professionals.
In a changing environment, marked by challenges in oil production and the need for economic diversification, companies with the capacity to adapt, invest and provide training will be better positioned for growth. Teleservice’s experience demonstrates that competitiveness depends not only on the size of an organisation, but also on its ability to develop people, build partnerships and respond effectively to market needs.
For Angola, the challenge is to transform opportunities in the oil sector into lasting business development. For national companies, the priority should be preparation: investing in skills, adopting international standards and building trusted relationships throughout the value chain.
The message is clear: the future will belong to companies that can anticipate market needs, solve real problems and prepare themselves to compete with rigour, consistency and a long-term vision.


