Angola conta com cerca de 900 milhões de euros e 500 milhões de dólares retidos no banco da Suiça e Singapura, sejam efetivamente entregues ao Estado Angolano, seu único e legítimo proprietário. Avançou o Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço, ao proferir a mensagem sobre o Estado da Nação.
Por Jorgina Manuela
João Lourenço, ao discursar sobre o Estado da Nação está quinta-feira, 15, na Assembleia Nacional, sublinhou que valores retidos em bancos internacionais sejam entregues ao Estado Angolano, único e legítimo proprietário que utilizará para construção de infraestruturas sociais.
” O Nosso país tem acentuado a sua influência política em África e no mundo em geral pelo seu desempenho na facilitação do diálogo e mediação de conflitos voltada para a diplomacia de paz, para a defesa dos princípios e valores da Carta das Nações Unidas e do direito internacional como base da atuação na arena internacional,” frisou.
Entre os marcos dos grandes eventos que o país acolheu, João Lourenço, destacou a primeira visita do antigo presidente dos Estados Unidos da América em Angola, Joe Biden, de chefes de Estado e de governo de África, da Europa, da Ásia, da América Latina e do Medio Oriente, que visitaram o país, a par da presença de outras figuras de relevo da política internacional, o que reforçou a visibilidade externa do país e mobilizou financiamentos para importantes projetos, como o caso do Corredor do Lobito.
Realçando ainda, a primeira visita de três dias do Papa Leão XIV à Angola e integrou a sua primeira viagem apostólica à África, refletindo a crescente importância do continente para a Igreja Católica, tendo aprofundado os laços diplomáticos entre a Angola e o Vaticano. Enaltecendo o papel das relações com o Vaticano, entre a República da Angola e a Santa Sé, consolidado o enquadramento jurídico e institucional da cooperação com a Igreja Católica, contribuindo para uma melhoria substancial das relações e para o reconhecimento do seu papel nos domínios social, educativo, sanitário e comunitário.
” Neste contexto, prossegue a construção da Basílica da Nossa Senhora da Muxima, projeto de elevado valor religioso, cultural, turístico e patrimonial, destinado a valorizar um dos principais centros de peregrinação do país e a reforçar o seu potencial de atração turística nacional e internacional,” acrescentou.
O PR, adiantou que durante o seu mandato na liderança da Conferência Internacional sobre a região dos Grandes Lagos, foram empreendidos esforços para a pacificação do leste da República Democrática do Congo, da República Centro-Africana, do Sudão e do Sudão do Sul, em coordenação com a União Africana. Referindo ainda que foram criados os mecanismos necessários para a implementação das soluções encontradas, as quais reafirmadas pela 19ª Sessão do Comitê Interministerial, realizada em Kinshasa.
Em julho de 2024, no âmbito dos esforços diplomáticos foi assinado um acordo de cessar fogo sob a mediação direta do governo angolano. Segundo João Lourenço, para viabilizar o processo, a Assembleia Nacional aprovou a proposta de envio de um contingente militar de Forças Armadas Angolanas para dar suporte logístico e garantir o cumprimento dos mecanismos de desarmamento e acautelamento do M23 estabelecidos no âmbito do chamado processo de Luanda.


