Terça-feira, Julho 28, 2026

Vice-Presidente destaca crescimento da FILDA e defende maior investimento na inovação e na agricultura

Por Jorgina Manuela

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, enalteceu a evolução registada na 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA), considerando que o certame demonstra a resiliência do empresariado nacional, o crescimento da produção interna e a crescente aposta na inovação tecnológica, na agricultura e nas energias renováveis.

Durante uma visita aos pavilhões da feira, realizada esta sexta-feira, na província do Icolo e Bengo, a Vice-Presidente afirmou, em declarações à imprensa, que a presente edição da FILDA representa “um grande salto”, tanto pela qualidade como pela quantidade e diversidade dos produtos e serviços expostos.

“O grande esforço dos empreendedores angolanos, das empresas e do empresariado demonstra a robustez e a resiliência perante as adversidades que têm vivido e os desafios que têm enfrentado”, afirmou Esperança da Costa.

Confiança no mercado angolano

Segundo a governante, a presença de numerosas empresas estrangeiras confirma a confiança dos investidores no mercado angolano e no potencial do empresariado nacional. A participação internacional, acrescentou, traduz-se na procura de novas oportunidades de negócio, no estabelecimento de parcerias estratégicas e na criação de condições para uma maior integração das empresas angolanas nas cadeias de valor regionais e internacionais.

A Vice-Presidente considerou ainda que a FILDA constitui uma plataforma privilegiada para a promoção da produção nacional, a aproximação entre empresas e investidores e a identificação de novas soluções para os principais desafios económicos do país.

Durante o percurso pelos diferentes expositores, Esperança da Costa destacou igualmente a crescente participação de empresas tecnológicas e de jovens empreendedores, que apresentaram soluções inovadoras destinadas a responder a necessidades concretas da sociedade.

Para a governante, esta dinâmica confirma que a inovação deixou de ser uma aposta exclusiva das grandes empresas e passou a ocupar um espaço relevante entre as pequenas e médias empresas, as startups e os jovens empreendedores.

Neste sentido, defendeu a continuidade dos investimentos no capital humano, na formação profissional e na qualificação da juventude, considerando que estes factores são essenciais para assegurar uma participação cada vez mais activa dos jovens no desenvolvimento da economia nacional.

Agricultura com potencial de crescimento

No sector agrícola, Esperança da Costa salientou o aumento da produção nacional, apesar de Angola utilizar actualmente apenas cerca de cinco por cento das suas terras aráveis.

Perante este cenário, defendeu o reforço do investimento na agricultura, a expansão do crédito agrícola e a melhoria do ambiente de negócios, através da simplificação dos procedimentos administrativos e da criação de mecanismos que incentivem a participação do sector privado.

A Vice-Presidente sublinhou que o aproveitamento do potencial agrícola do país poderá contribuir para a redução das importações, o reforço da segurança alimentar, a criação de emprego e a diversificação das fontes de rendimento das famílias.

Considerou, por isso, que o desenvolvimento do sector exige uma abordagem integrada, capaz de articular o financiamento, o acesso aos mercados, a melhoria das infra-estruturas, a assistência técnica aos produtores e o fortalecimento das cadeias de distribuição e transformação.

Na sua perspectiva, estas medidas permitirão elevar a produtividade nacional, aumentar a competitividade da economia e facilitar o acesso dos produtos angolanos aos mercados internacionais.

Energias renováveis e transição energética

No domínio da energia, a Vice-Presidente destacou os investimentos realizados pelo país na expansão das energias renováveis, classificando-os como um passo importante no processo de transição energética e no cumprimento dos compromissos assumidos por Angola em matéria de protecção ambiental e combate às alterações climáticas.

Esperança da Costa considerou que o reforço da capacidade de produção de energia limpa poderá beneficiar não apenas o sector empresarial, mas também as comunidades, a agricultura, a indústria e os serviços essenciais.

A aposta nas energias renováveis, afirmou, deve ser acompanhada pelo desenvolvimento de competências nacionais, pela promoção da inovação e pela criação de oportunidades para empresas angolanas participarem nos projectos ligados à transição energética.

FILDA como plataforma empresarial

No final da visita, Esperança da Costa manifestou satisfação com os resultados alcançados pela 41.ª edição da FILDA, considerando que a feira confirma o dinamismo do sector empresarial, a capacidade produtiva nacional e o potencial de crescimento da economia angolana.

A Vice-Presidente realçou que o certame representa mais do que uma montra de produtos e serviços, constituindo também um espaço de diálogo, cooperação e construção de novas oportunidades para o empresariado nacional.

Com a participação de empresas angolanas e estrangeiras, instituições públicas, investidores e jovens empreendedores, a FILDA reafirma o seu papel como uma das principais plataformas de promoção económica e empresarial do país.

Para Esperança da Costa, o desafio passa agora por transformar as oportunidades identificadas durante a feira em investimentos concretos, parcerias sustentáveis e projectos capazes de gerar emprego, aumentar a produção nacional e contribuir para o crescimento económico de Angola.

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