Sexta-feira, Agosto 14, 2026

CCIGPMA e ITraceiT apostam na rentabilidade para valorizar minerais no mercado internacional

A aposta foi destacada pela Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Minérios de Angola, e a iTraceiT empresa Belga em Sistema de Tecnologia de Software, que defendem a utilização de tecnologias de rentabilidade baseadas em blockchain para acompanhar a origem e o percurso dos minerais angolanos, desde a mina até ao consumidor final.

Por Jorgina Manuela

Segundo Jennifer Moriconi, representante da iTraceiT, avançou que a rentabilidade, permite às empresas demonstrar os esforços realizados no cumprimento de normas ambientais, sociais e de governança, além de diferenciar os produtos angolanos no mercado mundial.

” A ferramenta é apresentada como um mecanismo capaz de aumentar a confiança de compradores e investidores, sobretudo num contexto em que os mercados internacionais exigem maior transparência sobre as cadeias de fornecimento,” explicou.

De acordo com a responsável, cerca de 95% da produção de diamantes de Angola já utiliza tecnologias de rentabilidade da iTraceiT, envolvendo actualmente oito empresas. A intenção é ampliar a utilização da ferramenta para outros sectores da mineração, incluindo ouro, lítio, cobre, manganês e outros minerais considerados estratégicos.

Já a Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Minérios de Angola, Isabel Fonseca, sublinhou que o principal objetivo desta parceria é dar a conhecer o software de rentabilidade de minerais, aumentar o número de empresas que utilizam este software a sua cadeia de valor, e a competitividade dos mineiros em Angola. E através das boas práticas mostrar internacionalmente que Angola está preparada para ter investimentos estrangeiros e nacionais dispostos a entrar no sector.

” As soluções passam pela formação e utilização do software que acaba por ser o passaporte do mineiro, aonde nós conseguimos perceber qual a origem o destino final do mineiro, do ouro, do cobre e diamante que está a ser transportado e vendido a nível internacional,” afirmou.

As responsáveis defendem que a tecnologia poderá também ajudar Angola a demonstrar, perante compradores e fundos internacionais, o valor acrescentado gerado no país e o impacto económico e social da actividade mineira.

No caso dos diamantes, a aposta procura ainda reforçar a imagem do produto angolano como um recurso com história, origem conhecida e impacto positivo nas comunidades. A expectativa é que essa informação possa chegar até ao consumidor final, permitindo-lhe conhecer a proveniência da pedra e os benefícios associados à sua produção.

A expansão da rentabilidade para diferentes minerais, segundo Isabel Fonseca, estão previstas para os meses de outubro e novembro com a primeira fase experimental da webnar do software que decorreu no mês de julho, e o segunda fase olhando também para o sector petrolífero com a capacidade de rastrear o petróleo.

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