Sexta-feira, Setembro 11, 2026

AES Transforma resíduos em matéria-prima e abre oportunidades para empresas locais

A empresa angolana aposta na separação e valorização de resíduos, encaminhando materiais recicláveis para pequenos empreendedores que os transformam em novos produtos.

A transformação de resíduos industriais em recursos capazes de alimentar novas actividades económicas está no centro da estratégia da AES — Angola Environmental Serviços.

Em entrevista à Revista Executivo durante a Angola Oil & Gas 2026, Roland Loiber, Director Comercial da AES, explicou que a actuação da empresa vai além da recepção e do tratamento convencional de resíduos.

“Não lidamos apenas com os resíduos que recebemos. Também fazemos a sua separação, distinguindo os materiais recicláveis dos não recicláveis”, afirmou.

Depois da triagem, os resíduos com potencial de valorização são encaminhados para pequenas empresas e empreendedores locais. Estes materiais passam a ser utilizados como matéria-prima para o desenvolvimento de novos produtos, reduzindo a quantidade destinada à deposição final.

“Os resíduos recicláveis são entregues a pequenas empresas locais, que os transformam em novos produtos e dão uma segunda vida a esta matéria-prima”, explicou o responsável.

A iniciativa representa um modelo de economia circular com impacto em diferentes frentes: reduz os passivos ambientais, estimula o surgimento de negócios locais e cria novas oportunidades numa cadeia de valor tradicionalmente associada apenas à eliminação de resíduos.

“É isto que estamos a apoiar e é uma iniciativa da qual temos muito orgulho”, acrescentou.

AOG – Angola Oil & Gas revela capacidade das empresas angolanas

Roland Loiber, Director Comercial da AES, explicou que a actuação da empresa vai além da recepção e do tratamento convencional de resíduos. Foto: Revista Executivo.

Participando pela primeira vez na Angola Oil & Gas, o Director Comercial da AES classificou o evento como uma oportunidade para conhecer a dimensão das competências existentes no mercado nacional.

Segundo Roland Loibl, a conferência permite perceber quantas empresas trabalham actualmente na indústria angolana de petróleo e gás, bem como o potencial que poderá ser desenvolvido através da combinação das suas capacidades técnicas e operacionais.

O responsável mostrou-se igualmente optimista quanto ao futuro do sector petrolífero. Considera que novos activos, projectos de desenvolvimento e reservas comprovadas poderão ajudar Angola a aumentar os actuais níveis de produção ao longo dos próximos anos.

Com mais de duas décadas de actividade, a AES especializou-se na gestão integrada e no tratamento de resíduos perigosos, mantendo uma presença relevante no sector de petróleo e gás. A empresa possui instalações operacionais na Base da Sonils, em Luanda, e na Base do Kwanda, no Soyo.

Ao aproximar a gestão ambiental do empreendedorismo local, a AES procura demonstrar que os resíduos podem deixar de representar apenas um custo ou responsabilidade ambiental e passar a constituir matéria-prima para novas actividades económicas.

O modelo apresentado aponta para uma indústria petrolífera mais sustentável, na qual a preservação ambiental, a economia circular e o desenvolvimento das empresas angolanas avançam de forma integrada.

Edição: João Marcelo de Souza

Versão em Inglês

AES TURNS WASTE INTO RAW MATERIALS AND CREATES OPPORTUNITIES FOR LOCAL BUSINESSES

The Angolan company is committed to sorting and recovering waste, directing recyclable materials to small entrepreneurs who transform them into new products.

The transformation of industrial waste into resources capable of fueling new economic activities is at the heart of AES’s—Angola Environmental Services—strategy.

In an interview with Executivo Magazine during Angola Oil & Gas 2026, Roland Loiber, Commercial Director of AES, explained that the company’s operations go beyond the conventional collection and treatment of waste.

“We don’t just handle the waste we receive. We also sort it, separating recyclable materials from non-recyclable ones,” he said.

After sorting, waste with recovery potential is sent to small local businesses and entrepreneurs. These materials are then used as raw materials for developing new products, reducing the amount sent to landfills.

“Recyclable waste is delivered to small local businesses, which transform it into new products and give this raw material a second life,” explained the official.

The initiative represents a circular economy model with an impact on several fronts: it reduces environmental liabilities, stimulates the emergence of local businesses, and creates new opportunities in a value chain traditionally associated solely with waste disposal.

“This is what we are supporting, and it is an initiative of which we are very proud,” he added.

AOG Highlights the Capabilities of Angolan Companies

Participating for the first time in Angola Oil & Gas, AES’s Commercial Director described the event as an opportunity to gain insight into the scope of expertise available in the domestic market.

According to Roland Loibl, the conference provides insight into how many companies are currently operating in Angola’s oil and gas industry, as well as the potential that can be developed by combining their technical and operational capabilities.

He also expressed optimism about the future of the oil sector. He believes that new assets, development projects, and proven reserves could help Angola increase its current production levels over the coming years.

With more than two decades of experience, AES specializes in integrated management and the treatment of hazardous waste, maintaining a significant presence in the oil and gas sector. The company operates facilities at the Sonils Base in Luanda and the Kwanda Base in Soyo.

By linking environmental management to local entrepreneurship, AES seeks to demonstrate that waste can cease to be merely a cost or an environmental liability and instead become a raw material for new economic activities.

The model presented points toward a more sustainable oil industry, in which environmental preservation, the circular economy, and the development of Angolan companies advance in an integrated manner.

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