Terça-feira, Outubro 27, 2026

FÓRUM DE SEGUROS

Agnos Risk defende literacia e fiscalização para reforçar a confiança nos seguros

A literacia dos seguros e o reforço da fiscalização são as prioridades apontadas por Nerias de Sousa para fortalecer o mercado segurador angolano. Em entrevista à Revista Executivo, no Fórum de Seguros, o Diretor Comercial da Agnos Risk, corretora de seguros, defendeu uma comunicação mais próxima dos clientes e maior atenção à proteção das famílias e das empresas.

Afirma o responsável, ao identificar as mudanças que considera necessárias para o desenvolvimento do setor. Na sua perspetiva, explicar o funcionamento dos seguros é um passo essencial para aproximar os cidadãos da proteção que estes podem oferecer.

Conhecer o seguro para confiar na proteção

Narias de Sousa destaca a importância de esclarecer o que é um seguro, para que serve uma apólice e qual o papel dos diferentes operadores. Entende que esse conhecimento deve chegar às famílias e às empresas, permitindo uma relação mais informada com o setor.

A confiança ocupa um lugar central nesta abordagem. O entrevistado considera necessário contrariar a perceção de que as seguradoras recebem os prémios sem responder aos sinistros. Na sua avaliação, existe uma evolução positiva na presença das empresas e na resposta a sinistros e reclamações, que precisa de ser melhor comunicada.

O responsável refere também iniciativas de divulgação junto das universidades. Vê na aproximação aos estudantes uma oportunidade para explicar o funcionamento das apólices e tornar mais conhecido o contributo das seguradoras, das corretoras e dos restantes intervenientes na proteção das pessoas.

Fiscalização e acompanhamento do mercado

Na sua análise, a aplicação das regras dos seguros obrigatórios precisa de ser acompanhada por uma fiscalização mais efetiva. Considera que a insuficiência desse acompanhamento limita o alcance das reformas realizadas no setor.

Na supervisão dos operadores, destaca o trabalho da ARSEG e a partilha de informação de gestão por seguradoras e outros intervenientes. Nerias de Sousa associa esse acompanhamento à capacidade de observar a evolução do mercado e de avaliar a proteção dos segurados.

Proteção do património e das pessoas

Às empresas que ainda não investem em seguros, o Diretor Comercial da Agnos Risk deixa uma mensagem centrada na gestão do risco. Na sua explicação, a contratação permite transferir riscos para uma entidade especializada e salvaguardar o património e os trabalhadores, de acordo com a proteção contratada.

Entre os exemplos que apresenta estão um incêndio numa instalação e a interrupção da atividade de um colaborador. São situações que podem gerar despesas e perdas para as empresas e que, na sua perspetiva, justificam maior atenção à prevenção e à preparação para imprevistos.

Para Nerias de Sousa, essa preparação faz parte da responsabilidade empresarial. Associa o investimento em proteção à segurança do negócio e à qualidade da relação com os colaboradores, defendendo que os seguros sejam considerados nas decisões de gestão.

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