Protteja aposta na formação e nos microsseguros para ampliar a proteção
A formação de cerca de 500 jovens do Cazenga em mediação de seguros é uma das iniciativas com que a Protteja pretende aproximar a proteção das famílias e das pequenas e médias empresas. No Fórum de Seguros, Edna Reis, Diretora de Capital Humano, apresentou à Revista Executivo uma estratégia que combina capacitação, literacia e desenvolvimento da oferta.Para a responsável, a inclusão seguradora exige ações concretas junto das comunidades. Temos de mostrar na prática o que estamos a fazer, afirma, ao explicar como a empresa procura criar condições para que mais pessoas compreendam os seguros e possam aceder a estes serviços.
Formação e educação no Cazenga
Segundo Edna Reis, cerca de 500 jovens do município do Cazenga receberam certificados de formação em mediação, no âmbito do programa de sustentabilidade da seguradora. O objetivo é que possam trabalhar com seguros e levar informação às famílias com menos recursos, contribuindo para a literacia e para o acesso à proteção.
A entrevistada destacou também o projeto de uma escola comunitária no Cazenga, cuja primeira pedra, referiu, foi lançada a 2 de outubro. Apresentou esta iniciativa como um investimento de longo prazo na educação das crianças e nas condições para a sua formação.
O seguro como instrumento de proteção
A contratação de seguros obrigatórios foi outro dos temas abordados. Edna Reis reconhece o desafio de garantir que a adesão decorra também da compreensão da sua utilidade. Na sua perspetiva, é necessário transmitir o papel do seguro na proteção de vidas e patrimónios, dando sentido à decisão de contratar.
Essa abordagem envolve a preparação das próprias equipas. A Diretora de Capital Humano refere a capacitação dos profissionais das áreas comercial, técnica e de sinistros como parte do trabalho da Protteja para melhorar a informação prestada ao mercado.
Os mediadores ocupam igualmente um lugar central, pela proximidade às pessoas e às empresas. Edna Reis menciona um programa de relacionamento com estes profissionais e defende o envolvimento de parceiros no trabalho de sensibilização. A intenção é fazer chegar a informação às comunidades através de quem mantém contacto direto com os potenciais clientes.
Saúde e microsseguros na expansão da oferta
No desenvolvimento de produtos, a responsável distingue iniciativas em diferentes fases. A Protteja já lançou um novo produto de saúde e prepara soluções de microsseguros, que, segundo afirmou, deverão chegar ao mercado em breve. A empresa enquadra estas iniciativas na sua aposta em alargar o acesso aos seguros.
Questionada sobre os resultados esperados até ao final de 2027, Edna Reis afirmou que a seguradora pretende apresentar dados sobre o contributo das iniciativas de microsseguros para a inclusão e para a penetração dos seguros na população angolana. Trata-se de uma perspetiva de avaliação das ações em desenvolvimento e implementação.
Na visão apresentada pela responsável, formar profissionais próximos das comunidades e desenvolver novas soluções são partes do mesmo esforço: criar condições para que a proteção seguradora chegue a mais famílias e empresas em Angola.


