A consolidação da presença em Angola e o alargamento da oferta fazem parte das prioridades das Caves da Montanha. Em entrevista à Revista Executivo, na Gala Vínica da Top-Indústria, realizada na noite de 30 de Outubro de 2026, no rooftop do Shopping Fortaleza, em Luanda, Nuno Barata, responsável de exportação, explicou como a escala de produção e a capacidade de manter espumantes em estágio sustentam a proposta comercial da empresa.
As Caves da Montanha querem reforçar a sua presença em Angola, aumentando a escala do negócio e diversificando os produtos disponíveis no mercado. Nuno Barata enquadra esse objectivo numa relação de trabalho e parceria que descreve como longa e numa estratégia internacional que procura consolidar os destinos onde a empresa já opera e chegar a novos países.
O argumento comercial assenta sobretudo nos espumantes, que o responsável identifica como o produto de referência da casa. A capacidade de produzir em volume e de manter garrafas em estágio permite, na sua perspectiva, combinar qualidade e preços competitivos, dando à empresa condições para trabalhar diferentes mercados.
Uma história familiar ligada à Bairrada
Sediadas em Anadia, as Caves da Montanha foram fundadas em 1943 por Adriano Henriques e permanecem ligadas à família fundadora, actualmente na quarta geração. A sua história acompanha a tradição vínica da Bairrada, com os espumantes a estagiarem em túneis subterrâneos. Essa continuidade familiar constitui uma parte importante da identidade com que a empresa se apresenta aos seus parceiros e consumidores.
Nuno Barata sublinha a vontade de preservar as tradições, as memórias e o legado do fundador. Para o responsável, dar continuidade ao negócio significa também manter viva a história de uma terra e de uma família. É esse património que procura transmitir através dos produtos, associando a origem da empresa ao trabalho desenvolvido pelas gerações seguintes.
Escala e estágio como argumentos de competitividade
Segundo Nuno Barata, as Caves da Montanha produzem mais de três milhões de garrafas de espumante por ano, um volume que considera significativo no contexto português. A essa dimensão produtiva junta-se a capacidade de manter existências em estágio, permitindo disponibilizar referências com diferentes períodos de maturação.
Não temos nada abaixo dos nove meses de estágio
Afirmou, ao descrever a oferta de espumantes. O responsável referiu também períodos de um, três, cinco e dez anos, explicando que essa diversidade é possível graças à capacidade de armazenagem da empresa. O tempo de estágio surge, assim, como uma componente concreta do seu argumento de qualidade.
O portefólio das Caves da Montanha inclui ainda vinhos, licores e destilados. Essa diversidade enquadra a intenção de alargar a tipologia de produtos presentes em Angola.
Consolidar Angola e chegar a novos mercados
Para os próximos três a cinco anos, Nuno Barata aponta o crescimento da facturação, o reforço da presença em mercados já trabalhados e a entrada em novos países. Em Angola, a intenção é aprofundar a relação existente, aumentar a escala e tornar a oferta mais abrangente.
A expansão internacional estende-se igualmente a outros destinos africanos. Na entrevista, o responsável referiu também oportunidades e trabalho comercial nas Américas, na Ásia e na Europa. Descreve uma fase de crescimento das exportações em que a abertura de novos mercados acompanha o desenvolvimento de relações com novos clientes.
Questionado sobre a posição que gostaria de ver a empresa ocupar no futuro, Nuno Barata resumiu a ambição numa expressão:
Uma posição discreta mas com bastante personalidade
A resposta dá relevo à identidade da casa e ao modo como pretende afirmar os seus produtos, enquanto prossegue o trabalho de consolidação em Angola e de expansão internacional.


