Tchissola Santana, Vogal de Direção do Angola Hub Transporte & Logística Summit 2026 e mentora do Programa Conexões, defende uma plataforma onde a logística angolana deixa de conversar em sectores isolados e passa a criar parcerias, memorandos e oportunidades concretas.
O verdadeiro impacto de um grande encontro empresarial não termina quando se apagam as luzes do palco. Começa depois: nas reuniões que avançam, nos memorandos que ganham execução, nos investidores que identificam projectos e nas empresas que encontram os parceiros de que precisavam.
É esta a ambição que Tchissola Santana colocou no centro do Angola Hub Transporte & Logística Summit 2026. Na sua visão, o evento foi concebido para reunir, num mesmo espaço, operadores logísticos, empresas aeroportuárias, portos, entidades públicas, investidores, startups e empresas privadas, criando uma conversa integrada sobre o futuro dos transportes e da logística em Angola.
“Queremos que as empresas saiam daqui mais conectadas, que se tenham criado parcerias, mais inovação e que se tenham assinado memorandos”, afirmou.
Um encontro que procura resultados
Durante três dias, o Summit reuniu workshops, mesas-redondas, painéis de alto nível, apresentações de projectos e um palco dedicado à inovação. Mais do que preencher uma agenda, a organização procurou aproximar quem tem capital, tecnologia, capacidade operacional e ideias com potencial de escala.
A mensagem é relevante para um sector em que boas ideias só ganham valor quando encontram infraestruturas, parceiros e financiamento. O transporte e a logística exigem coordenação: um projecto portuário precisa de ligação ferroviária e rodoviária; uma empresa de comércio externo depende de armazenamento, terminais, tecnologia e previsibilidade; uma startup precisa de acesso a clientes e mentores para transformar inovação em negócio.
Por isso, Tchissola Santana defende que o impacto do Summit não deve ser medido apenas pelo número de participantes. Deve ser avaliado pelas parcerias criadas, pelos memorandos assinados, pela presença internacional, pelas ligações entre investidores e projectos e pela forma como o sector permanece conectado após o evento.
Da ideia ao investimento
A ambição do Angola Hub Transporte & Logística Summit é particularmentep importante para Angola num momento em que a diversificação económica exige melhores cadeias logísticas e maior capacidade de exportação.
Para investidores e financiadores, a qualidade de um projecto não depende apenas do activo em si. Depende da sua integração na cadeia de valor: acesso a mercados, segurança operacional, energia, transporte, regulação, capacidade técnica e parceiros locais confiáveis.
É aqui que o Summit pode assumir um papel mais estratégico: transformar-se numa ponte entre empresas angolanas, tecnologia internacional, instituições públicas, bancos, fundos e mercados externos. Quando essa ponte funciona, a logística deixa de ser apenas um custo e torna-se uma ferramenta para aumentar competitividade, atrair capital e vender mais além-fronteiras.
Programa Conexões: dar lugar aos novos protagonistas
Como mentora do Programa Conexões, Tchissola Santana deixou também uma mensagem dirigida à juventude empreendedora: “acreditar, estruturar projectos e procurar as pessoas certas para ajudar a dar o passo seguinte.”
O Programa Conexões surge, assim, como uma porta de entrada para startups e novos empreendedores que procuram visibilidade, mentoria, parceiros e acesso ao ecossistema logístico. A participação internacional de empresas e startups reforça a ideia de que Angola pode ser não apenas um mercado de destino, mas uma plataforma de inovação e ligação regional.
A juventude não deve ficar apenas na fase da ideia. Deve aprender a apresentar soluções, demonstrar viabilidade, construir equipas e dialogar com potenciais investidores. É nessa passagem — da ideia para o projecto estruturado — que programas como o Conexões podem ter impacto real.
Uma ambição internacional
Nos próximos cinco anos, Tchissola Santana acredita que o Angola Hub Transporte & Logística Summit poderá ganhar maior dimensão internacional, com mais reguladores, entidades públicas e privadas, empresas e decisores de diferentes mercados.
A ambição é acertada: “consolidar Angola como ponto de encontro para discutir tendências, identificar problemas comuns e construir soluções em conjunto. Mas o próximo patamar dependerá da capacidade de acompanhar os compromissos assumidos e de dar visibilidade aos resultados alcançados.”
Porque, no fim, um Summit relevante não é o que reúne mais pessoas. É o que cria mais ligações duradouras, projectos financiáveis, parcerias executáveis e novas rotas para o investimento, a inovação e a exportação.
Entrevistada: Tchissola Santana
Cargo: Vogal de Direção do Angola Hub Transporte & Logística Summit e Mentora do Programa Conexões
Edição João Marcelo de Souza
Tradução para o inglês
Angola Hub Summit: Turning Connections into Business, Investment, and the Future
Tchissola Santana, Board Member of the Angola Hub Transportation & Logistics Summit 2026 and mentor for the Conexões Program, advocates for a platform where the Angolan logistics sector moves beyond isolated discussions and begins to forge partnerships, sign memorandums, and create concrete opportunities.
The true impact of a major business gathering does not end when the stage lights go out. It begins afterward: in the follow-up meetings, in the memorandums that are put into action, in the investors who identify projects, and in the companies that find the partners they needed.
This is the ambition that Tchissola Santana has placed at the heart of the Angola Hub Transportation & Logistics Summit 2026. In his view, the event was designed to bring together, under one roof, logistics operators, airport companies, ports, public entities, investors, startups, and private companies, fostering an integrated dialogue on the future of transportation and logistics in Angola.
“We want companies to leave here better connected, with new partnerships formed, more innovation, and memorandums signed,” she stated.
An event focused on results
Over the course of three days, the Summit featured workshops, roundtables, high-level panels, project presentations, and a stage dedicated to innovation. Rather than simply filling an agenda, the organizers sought to bring together those with capital, technology, operational capacity, and ideas with the potential for scale.
This message is particularly relevant for a sector where good ideas only gain value when they are paired with infrastructure, partners, and financing. Transportation and logistics require coordination: a port project needs rail and road connections; a foreign trade company depends on warehousing, terminals, technology, and predictability; a startup needs access to customers and mentors to turn innovation into a business.
For this reason, Tchissola Santana argues that the Summit’s impact should not be measured solely by the number of participants. It should be evaluated by the partnerships formed, the memorandums signed, the international presence, the connections between investors and projects, and the way the sector remains connected after the event.
From Idea to Investment
The ambition of the Angola Hub Transportation & Logistics Summit is particularly important for Angola at a time when economic diversification demands better logistics chains and greater export capacity.
For investors and financiers, the quality of a project does not depend solely on the asset itself. It depends on its integration into the value chain: access to markets, operational safety, energy, transportation, regulation, technical capacity, and reliable local partners.
This is where the Summit can play a more strategic role: by serving as a bridge between Angolan companies, international technology, public institutions, banks, funds, and foreign markets. When this bridge functions effectively, logistics ceases to be merely a cost and becomes a tool for increasing competitiveness, attracting capital, and expanding sales beyond borders.
Conexões Program: Making Way for New Leaders
As a mentor for the Connections Program, Tchissola Santana also shared a message for young entrepreneurs: “Believe in yourselves, structure your projects, and seek out the right people to help you take the next step.”
The Connections Program thus serves as a gateway for startups and new entrepreneurs seeking visibility, mentorship, partners, and access to the logistics ecosystem. The international participation of companies and startups reinforces the idea that Angola can be not only a target market but also a platform for innovation and regional connectivity.
Young people shouldn’t stop at the idea stage. They must learn to present solutions, demonstrate feasibility, build teams, and engage with potential investors. It is in this transition—from idea to structured project—that programs like Conexões can have a real impact.
An International Ambition
Over the next five years, Tchissola Santana believes that the Angola Hub Transportation & Logistics Summit could take on a greater international scope, attracting more regulators, public and private entities, companies, and decision-makers from different markets.
The ambition is well-founded: “to establish Angola as a meeting place to discuss trends, identify common problems, and build solutions together. But the next level will depend on the ability to follow through on commitments and highlight the results achieved.”
Because, in the end, a truly relevant summit isn’t the one that brings together the most people. It is the one that creates the most lasting connections, fundable projects, actionable partnerships, and new pathways for investment, innovation, and exports.
Interviewee: Tchissola Santana
Position: Board Member of the Angola Hub Transportation & Logistics Summit and Mentor for the Conexões Program
Edited by João Marcelo de Souza


