Iniciativa da RWB – Rural Wealth Brazil Agri Invest prevê começar com até 10 mil hectares e beneficiar mais de 10 mil famílias, através da produção de café, cacau, coco, milho, arroz e soja.
Por Jorgina Manuela
Empresários brasileiros realizam visita de constatação na província de Malanje para investir em produção agrícola.
A empresa brasileira RWB – Rural Wealth Brazil Agri Invest pretende investir em Malanje num projeto agropecuário de larga escala, a visita realizada neste sábado, 16, 08, nos municípios de Cambaxi, Calandula, inicialmente com até 10 mil hectares e potencializar para beneficiar mais de 10 mil famílias.
Por Jorgina Manuela
Segundo o CEO da RWB – Rural Wealth Brazil Agri Invest, Fábio Tenório, avançou que iniciativa combinará pecuária intensiva com a produção de café, cacau e coco, tendo o café como principal aposta para Malanje.
“Angola pode assumir um papel estratégico como parceiro de produção e fornecimento desses produtos”, afirmou.
A empresa pretende apoiar a preparação das terras, aquisição de equipamentos, formação técnica e logística, enquanto as cooperativas e comunidades locais participarão dos resultados da produção. A preparação das terras está prevista para o primeiro trimestre do próximo ano.

Tenório destacou o potencial agrícola de Angola e a experiência de cooperativas locais, bem como operações de grande escala já existentes no país, como referências para o novo projeto.
Entrentando, Jonathan Timóteo gerente administrativo da fazenda Unicanda, ressalta a visita dos empresários brasileiros como uma oportunidade para troca de experiência e demonstração daquilo que está a ser feito a nível da província de Malanje.
“Temos actualmente 400 mil hectares de milho para colher nos próximos 50 dias, colhemos aproximadamente 16 toneladas de milho, para este ano tivemos a produção do arroz com cerca de 1200 toneladas de colheita, e ainda 800 toneladas de soja, e estimamos produzir mais de quatro mil e quinhentas toneladas em cada dez mil hectares”, disse
Para João dos Santos, Presidente da UNICOP, destaca a importância das cooperativas para o desenvolvimento da agricultura em Angola, especialmente na província de Malanje, que possui tradição agrícola e condições favoráveis, como terras férteis, recursos hídricos e clima adequado.
“Portanto, temos aqui um exemplo concreto, por isso é que eu foco muito na questão da imigração, porque nós estamos a ter muita fuga de cérebros e muita mão de obra que podia até fazer a especialização em agricultura”, frisou.
O projeto pretende cadastrar cooperativas, abrangendo 3 mil famílias e cerca de 15 mil associados, permitindo inscrições por meio de uma plataforma online. Pessoas sem terras poderão solicitar apoio ao Governo Provincial para obter áreas destinadas ao cultivo.

Segundo o Representante da Cooperativa AJOMAL, Tomás Neto, reitera que a chegada dos brasileiros torna-se um incentivo para os cooperadores em produzir mais, aumentar a produtividade e o diálogo entre os investidores nas técnicas de produção a nível da província.
“A nossa fazenda é agro-industrial e pecuária, produzimos cereais, legumes, tubérculos e citrinos. Temos ainda a produção de bovinos, suínos e galinasos, o nível de produção mensal depende muito do mercado para evitarmos percas. Porque as experiências nos ensinou que produzir sem mercado é produzir para perder, logo em função do mercado aumentamos os níveis de produção”, disse.
Já para Inácio Chindongo, engenheiro agrónomo a nivel do gabinete provincial de Malanje, entendi que a presença dos investidores poderá trazer muitos benefícios na província, considerando que o Brasil, é um país muito experiente em termo da agricultura tropical, que é verificada na região de Angola.
“Essa experiência pode trazer a província o aumento do nível de produção, o empregado, a organização das comunidades produtoras e também a organização da cadeia de valores de produtos agro-alimentares”, referiu.
A iniciativa poderá transformar Malanje num importante polo de investimento agroindustrial, combinando capital e tecnologia brasileira com a participação de cooperativas e comunidades angolanas.


